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09/03/2018 10:16

SINDIPEMA reafirma luta em defesa dos direitos da mulher em ato pelo dia 8 de março

Diretoras do Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município de Aracaju (SINDIPEMA) participaram na manhã desta quinta-feira, 8 de março, da marcha “Mulheres em luta e resistência contra a violência, por direitos e democracia”, promovida em conjunto por diversas entidades sindicais com base local (Aracaju) e estadual. O ato teve início embaixo do viaduto do Distrito Industrial de Aracaju (DIA), onde as manifestantes explicaram os motivos que fazem com que, diariamente, sejam travadas lutas que busquem o bem-estar das mulheres; promovam a garantia dos direitos adquiridos por meio de conquistas históricas, como o direito ao voto e à licença-maternidade; e leis que façam com que acabem o extermínio de mulheres por meio da violência doméstica ou de gênero. O Brasil é o 5º país do mundo que mais violenta e mata mulheres. De acordo com dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE), somente em 2017 foram registrados 5.201 casos de violência contra a mulher.

 

“Não podemos aceitar esses números. Não podemos aceitar que mulheres sejam humilhadas das mais diversas formas no dia-a-dia seja pelo marido, pelos filhos, pelos colegas de trabalho. Não podemos aceitar que mulheres sejam tratadas como objetos, propriedades masculinas que são mortas quando decidem sair de um relacionamento abusivo. É por isso tudo que estamos hoje nas ruas e pelo o que temos lutado cotidianamente”, declararam as secretárias de Aposentados e Assuntos Previdenciários e de Políticas Sociais e Questões de Gênero do SINDIPEMA, Joelma Dias e Amanda Guaraná, que distribuíram no terminal DIA o ‘violentômetro’, um indicador contendo os tipos de agressões mais impostas ao gênero feminino e em qual grau de violência ele está classificado. Também participaram da marcha a 1ª Tesoureira do sindicato, Zélia Nascimento, e a secretária de Patrimônio, Naedja Barbosa.

 

Os integrantes da marcha passaram pelo terminal DIA e seguiram pela Avenida Adélia Franco até o Palácio Governador Augusto Franco, onde entregaram uma carta contendo as ações de política pública que devem ser realizadas para combater a violência contra a mulher. Cartazes com palavras de ordem, pedidos, e cruzes contendo os nomes de algumas mulheres assassinadas por quem dizia amá-las (maridos, noivos ou namorados) foram carregados ao longo do cortejo e depositadas diante do palácio de Governo. Alguns homens também participaram da Marcha mostrando solidariedade à causa e se comprometendo em fazer parte da luta. Um deles foi o presidente do SINDIPEMA, o professor Adelmo Meneses Santos.