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27/06/2018 10:57

A convite do SINDIPEMA sindicatos fazem ato unificado em frente à prefeitura de Aracaju

Cansados de serem ignorados pelo prefeito Edvaldo Nogueira, que não tem recebido as lideranças das categorias dos trabalhadores do serviço público municipal para conversar sobre melhores condições de trabalho, e sobre o pagamento do reajuste salarial, diversos sindicatos se uniram ao SINDIPEMA e junto com os professores das escolas da prefeitura de Aracaju realizaram, na manhã da última terça-feira, 26 de junho, ato em frente ao centro administrativo da PMA. O ato foi uma deliberação do Magistério em assembleia geral ocorrida no dia 12 de junho, e se tornou unificado após o secretário municipal da Fazenda, Jeferson Passos, anunciar na Câmara de Vereadores, no dia 20 de junho, que não haverá reajuste salarial este ano para os trabalhadores da prefeitura.

 

Participaram da mobilização os sindicatos dos Enfermeiros, dos Assistentes Sociais, dos Educadores Sociais, dos Psicólogos, dos Guardas Municipais, dos Farmacêuticos, dos Fisioterapeutas, dos Agentes de Trânsito e dos Nutricionistas. Também estiveram presentes representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB). Além da mobilização, também não houve aula nas escolas da prefeitura na terça-feira, outra deliberação dos professores em assembleia. Tudo isto foi decidido antes mesmo de a categoria saber, pela imprensa, que não haverá reajuste de salário para qualquer categoria.

 

“O prefeito não senta conosco, mesmo este sendo um pleito nosso desde o mês de janeiro, quando o MEC anunciou o reajuste do Piso Nacional do Magistério. Não entendemos porque tanto descaso, porque esse isolamento, ainda mais de um governo que se diz progressista, que esteve conosco no período de campanha eleitoral pedindo voto, prometendo novas atitudes, diálogo e respeito aos servidores durante o mandato, caso fosse eleito, mas na verdade não tem feito nada do que prometeu!”, declarou Adelmo Meneses, presidente do SINDIPEMA. As lideranças dos sindicatos presentes decidiram formar a frente unificada dos trabalhadores do serviço público do município de Aracaju, uma vez que a pauta de reivindicação da mobilização foi a mesma para todas as categorias: serem recebidos por Edvaldo Nogueira para que ele diga, se vai ou não, conceder reajuste salarial aos trabalhadores neste ano de 2018.

 

A frente unificada foi impedida, por guardas municipais, de entrar no centro administrativo, mesmo todas as lideranças sendo muito conhecidas na cidade, e o movimento realizado em frente à PMA completamente pacífico. Eles só tiveram acesso ao prédio para serem recebidos pela comissão de negociação da gestão municipal após ordem especial. Durante a reunião com a comissão, formada pelos secretários municipais da Fazenda, Educação, Governo e Planejamento, os líderes sindicais – que contaram com o apoio do vereador Iran Barbosa (PT)- reafirmaram a decisão de querer discutir reajuste salarial apenas com o prefeito, pois, como ficou claro ao longo desses meses, os secretários não têm poder para definir o assunto. O secretariado se comprometeu em informar, até o final desta quarta-feira (27 de junho), se o prefeito Edvaldo Nogueira irá ou não receber as lideranças que integram a frente unificada.

 

Contas de Aracaju

No período da tarde, na sede do SINDIPEMA, foi realizado o debate “O piso do Magistério é Lei – recursos destinados à Educação do município de Aracaju”, quando foi apresentada uma análise das contas da PMA pelo economista do DIEESE/SE, Luiz Moura, que afirmou, mais uma vez, com base nos dois quadrimestres de 2018, que a prefeitura de Aracaju tem condições financeiras para pagar o piso do Magistério a todos os professores, ativos e aposentados. Essa mesma análise ele havia feito em 2017, com relação ao reajuste daquele ano.