A luta é coletiva: participe do XVII Congresso do SINDIPEMA
Congresso reúne a categoria para discutir os desafios da educação pública e definir as próximas linhas de atuação do sindicato
A construção de um sindicato forte passa pela organização da categoria nos espaços de debate e decisão. É com esse propósito que a direção do SINDIPEMA realizará, nos dias 12, 13 e 14 de novembro de 2026, o XVII Congresso Sindical, com o tema “A desumanização como política educacional”. O Congresso é a instância máxima deliberativa do SINDIPEMA e reúne professoras e professores, da ativa e aposentados, além de observadores, para analisar a conjuntura, discutir os desafios enfrentados pela educação pública, avaliar a atuação da entidade e definir as diretrizes que deverão orientar o sindicato no próximo período.
A construção do Congresso começa muito antes dos dias do evento. Nas unidades de ensino, professoras e professores compartilham as experiências vivenciadas no cotidiano, debatem os desafios da educação pública, apresentam propostas e elegem delegadas e delegados que levarão essas discussões para o encontro.
Aposentadas e aposentados também fazem parte desse processo, contribuindo com suas experiências, memórias e trajetórias de luta, além de apresentarem demandas que permanecem atuais na defesa dos direitos da categoria e da educação pública.
É nesse processo de escuta, debate e participação que diferentes realidades, experiências e perspectivas do magistério municipal chegam ao Congresso. Mais do que um espaço de discussão, o Congresso se constitui como um momento de construção coletiva, no qual a categoria participa da definição das prioridades, das estratégias de luta e dos rumos do SINDIPEMA.
Importância histórica
A importância dos congressos pode ser compreendida pela própria história do SINDIPEMA. O nosso sindicato foi criado em 1985 como Associação dos Profissionais de Ensino do Município de Aracaju (APEMA) e, em 1990, durante o I Congresso da categoria, foi transformado em sindicato. Desde então, os congressos fazem parte da trajetória de organização do magistério municipal, reunindo diferentes gerações de professoras e professores para analisar os desafios de cada período e construir respostas coletivas.
As discussões realizadas nesse espaço servem de base para a elaboração do plano de luta. As decisões construídas coletivamente ajudam a definir as reivindicações, as prioridades e as ações que serão conduzidas pelo sindicato no período seguinte. Por isso, o que é discutido e deliberado no Congresso ultrapassa os dias do encontro e repercute na atuação da entidade nos anos seguintes.
A presença de toda a categoria nesse debate é fundamental. Quem está diariamente nas escolas conhece os problemas que atravessam o trabalho docente e que nem sempre aparecem nas discussões gerais: as condições de trabalho, os desafios da carreira, as mudanças na organização da rede, os impactos das políticas educacionais e as demandas do cotidiano profissional. Já professoras e professores aposentados carregam uma trajetória de experiências, lutas e conquistas que faz parte da própria história do magistério municipal. Suas vivências ajudam a compreender como direitos foram construídos, quais desafios permanecem e o que precisa continuar sendo defendido.
Quando essas diferentes experiências se encontram, questões vivenciadas individualmente podem ser reconhecidas como problemas comuns e transformadas em propostas e reivindicações da categoria. A memória das lutas se conecta, assim, aos desafios do presente e ajuda a orientar os caminhos do sindicato.
Eixo central do Congresso
No XVII Congresso, esse debate terá como eixo a “desumanização como política educacional”. Entre os temas previstos estão a desprofissionalização docente, a defesa de uma educação laica e inclusiva, a relação entre política educacional e interesses econômicos e os processos de militarização e fundamentalismo religioso na educação. São questões que chegam às escolas, interferem diretamente na organização da educação pública e alcançam diferentes momentos da trajetória profissional do magistério. Discuti-las coletivamente será uma oportunidade para definir quais respostas a categoria pretende construir e quais prioridades deverão orientar a atuação sindical.
A história do SINDIPEMA mostra que a organização da categoria é construída por muitas mãos. As conquistas e as lutas acumuladas ao longo de quatro décadas não são resultado da ação de uma única pessoa ou de uma única gestão, mas da atuação de professoras e professores que, em diferentes momentos, ocuparam os espaços de organização, mobilização e decisão da entidade.
A programação do XVII Congresso já conta com nomes de referência nos debates sobre educação, política, comunicação e organização sindical. Entre os palestrantes confirmados estão o jornalista sergipano e doutor em Comunicação e Sociabilidade Cristian Góes, fundador e editor da Mangue Jornalismo; a Profª. Drª. Angela Cristina Alves Albino, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e da Associação Nacional de Política e Administração da Educação (ANPAE); a Profª. Drª. Catarina de Almeida Santos, da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB); a Profª. Drª. Erika Suruagy, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE); a Profa. Guelda Andrade, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE); e o Prof. Dr. André Felipe Dutra.
O XVII Congresso dá continuidade a essa história. É o momento de levar propostas, compartilhar experiências e definir os caminhos que irão orientar o sindicato no próximo período. Cada professora e cada professor, esteja na ativa ou aposentado, tem um lugar nessa construção.
Venha ocupar o seu espaço no debate, trazer sua experiência e ajudar a definir nossas ações. A construção de um SINDIPEMA de Lutas, Resistências e Vitórias!
Eleição de delegados/as nas Escolas: 05 a 09 de outubro de 2026;
Plenária dos/as Aposentados/as: 08 de outubro de 2026.

