Notícias

09/04/2019 11:59

Categoria adere a paralisação unificada no dia 24

Ontem (08/04), foi realizada mais uma Assembleia Geral para nortear nossas ações de luta. Na ocasião, houve informes, debate sobre a reforma da previdência e definições sobre a nossa pauta de reivindicação 2019.

Dentro dos informes, nos dias 26 e 27 deste mês (abril), acontece o Encontro de Aposentados, na chácara João XXIII, em Salgado/SE. A saída será no dia 26, às 7h da manhã, na Sede do Sindipema. O retorno está previsto para às 17h do dia 27. As inscrições são limitadas e podem ser feitas nos dias 11 e 12, presencialmente na recepção do sindicato.

A secretária de Formação, Profª Luciana Ramos, informou que está disponível no Sindipema uma pesquisa sobre sexualidade nas escolas. O objetivo da mesma é angariar informações para que a CNTE reformule um material mais explicativo e combativo à ideologia de gênero inventado pela extrema direita, bem como contra a censura nas escolas, em favor da diversidade.

Outro informe dado é que, após embate do sindicato e órgãos competentes, a tabela do IPESAÚDE é favorável aos servidores municipais. Confira no anexo abaixo.

O debate sobre a reforma da previdência, fomentado pela auditória fiscal, Roseniura Santos, reforçou que essa proposta do governo Bolsonaro é uma das mais perversas dos seus 100 dias de governo. A previdência é um direito da população e está presente na constituição brasileira. Ela nos assegura direito a segurança, ao auxílio doença, auxílio por invalidez e viuvez, auxílio desemprego, dentre outros. O que Bolsonaro pretende ao propor mudanças na previdência é massacrar a população, sobretudo os mais pobres, retirando da constituição uma parte humanizada de nossos direitos. Ele visa fragilizar a proteção aos trabalhadores, precarizar a qualidade de vida e dar lucro aos brancos quando fala da capitalização. Essa reforma que Bolsonaro tenta implantar é como a instaurada no Chile, que levou milhares de aposentados a miséria, elevando a taxa de suicídio entre idosos. O Sindipema se posiciona enfaticamente contra a reforma da previdência.

A nossa Pauta de Reivindicação 2019, foi o último ponto da assembleia geral. O presidente, Prof. Adelmo Meneses, repassou à categoria que houve reuniões com a secretária da Educação Municipal, Maria Cecília, mas o prefeito, Edvaldo Nogueira, numa posição presunçosa, se nega a nos receber. Como é de conhecimento de todos, o sindicato entrou com uma ação contra a prefeitura, exigindo o pagamento do piso dos anos de 2017 e 2018. Porém, a justiça se mostra favorável a administração atual, o que consideramos arbitrário, uma vez que o piso salarial é um direito adquirido por lei federal. Há informações extra oficiais de que a administração municipal dará um reajuste linear nos próximos meses, o que não é confirmado pela secretária de educação.

Outro ponto abordado com a secretária, Maria Cecília, é a falta de segurança nas escolas. Cobramos que as instituições tenham vigilantes; que todos os prédios educacionais passem por reformas; tenham câmeras de vigilância; celeridade nos processos de progressão. Falamos também da nossa preocupação com a evasão dos alunos. Exigimos que a prefeitura tome providências para que isso acabe. Reivindicamos também a garantia de horas de estudo nas escolas.

Diante de tudo que foi exposto, a categoria decidiu por meio de votação, aderir a paralização no dia 24/04, juntamente com todas as escolas estaduais e municipais de Sergipe, centrais sindicais e demais sindicatos, em uma só voz dizendo NÃO A REFORMA DA PREVIDÊNCIA. O Sindipema também denunciará, através da campanha “Prefeito, pague o piso”, o descumprimento da lei federal no que tange ao não pagamento do piso salarial. A categoria também votou favorável a adesão da greve nacional no dia 15 de Maio. E, como decidido na assembleia, em fevereiro, foi reafirmado ontem que a categoria segue em estado permanente de assembleia.

O Sindipema não abrirá mão de nenhum direito. Exigimos que o prefeito Edvaldo invista os 25% integralmente na educação, como determina a lei. O Ministério Público foi acionado, juntamente com o TCE e seguem investigando o caso. Queremos saber para onde está indo a verba destinada a educação que não está sendo aplicada.

Seguiremos na luta por uma educação de qualidade, contra os desmontes dos governos municipal e federal. Em todos os espaços nos faremos presente, denunciando os ataques e o descaso que a educação enfrenta. Sindipema é Luta. Sindipema é Resistência.