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04/12/2017 11:27

Escola municipal é invadida pela 9ª vez em 2017

No último domingo, dia 3 de dezembro, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Letícia Soares de Santana, localizada no bairro Santos Dumont, foi invadida por vândalos que arrombaram a cozinha, levaram alguns gêneros alimentícios e destruíram todos os que eles não conseguiram levar, espalhando, por exemplo, arroz, feijão e leite em pó por toda a cozinha. Eles também levaram um portão lateral e jogaram ovos nas câmeras de vigilância. Este ano é a nona vez que esta escola é invadida por bandidos, sendo que no segundo semestre os ataques foram intensificados, e de julho até o momento a direção escolar contabiliza sete ocorrências.

 

Mas a situação de vulnerabilidade da Letícia Soares de Santana é caso antigo, pois, de 2015 até agora foram 24 invasões. Dentre os itens que já foram furtados da unidade de ensino estão computadores (todos os da direção e secretaria), notebooks (para adultos e crianças), roteadores, HD das câmeras de vigilância, e a merenda escolar (por diversas vezes). De acordo com a direção da unidade de ensino, os ataques passaram a ser mais constantes nos últimos quatro meses, quando a escola ficou sem vigilante durante a semana.

 

“Tínhamos dois vigilantes, mas um se aposentou e o outro morreu. Desde então, temos apenas um que trabalha nos finais de semana no turno da noite. A SEMED foi informada de todos os furtos e arrombamentos dos quais fomos vítimas, mas infelizmente nada de concreto foi feito além da instalação das câmeras de vigilância que, na realidade, não nos dá segurança alguma”, lamentou o corpo diretivo. Até às 10h da manhã desta segunda-feira (4/12) a SEMED não havia encaminhado representante à unidade de ensino para registrar o fato, embora tivesse sido avisada da ocorrência. Para o presidente do SINDIPEMA, o professor Adelmo Meneses Santos, o que tem acontecido com a EMEF. Letícia Soares de Santana não é um fato isolado, mas uma realidade que tem atingido a maior parte das escolas da rede pública municipal de ensino de Aracaju.

 

Ele lamenta que os professores ainda tenham que conviver com a insegurança dentro do ambiente da escola, mesmo com todas as solicitações, cobranças e tratativas do sindicato para que seja fornecida segurança para a comunidade escolar. “Infelizmente esse é um problema cuja solução temos cobrado desde o início da nossa primeira gestão, mas que não tem avançado. Esta gestão atual da prefeitura de Aracaju, a exemplo do que a anterior fazia, parece estar mais preocupada em negar direitos dos professores e em descumprir a pauta de negociação 2017 da categoria, do que zelar por quem é responsável por formar os futuros cidadãos da cidade!”, declarou Adelmo Meneses.